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A complexidade que é ser mulher
por Fernanda Souza Gomes - 2º ano - Ens. Médio  | Itapoã
Em um mundo tão diversificado, ficar distante das diferenças, desigualdades e preconceitos é muito difícil, principalmente quando fazem parte da cultura e da mente humana. Podemos dar um exemplo sobre a mulher, que vem enfrentando sérios preconceitos.

A mulher tem uma imagem de fragilidade e de submissão, desde os tempos antigos, e sempre viveu em um mundo machista e preconceituoso, de supremacia masculina, sem qualquer liberdade de expressão, mantendo-se sempre em uma posição de inferioridade em relação ao homem. A sociedade machista foi uma das maiores responsáveis pela estereotipação da submissão feminina, principalmente na antiguidade, mais precisamente na Idade Média. Na Antiguidade, Platão já afirmava que “os homens covardes, que foram injustos durante sua vida, seriam provavelmente transformados em mulheres quando reencarnassem"; Aristóteles, por sua vez dizia que: "a fêmea é fêmea em virtude de certas faltas de qualidade". Na Idade Média, as mulheres tinham que ser moldes de virtudes da Virgem Maria, dóceis, puras e devotadas a seus maridos. Além da discriminação, sofreram com a escravidão. Eram obrigadas a servir seus senhores e senhoras, sem a menor valorização.Na Idade Moderna não foi muito diferente. Rousseau, no século XVIII, disse que a mulher é um ser destinado ao casamento e à maternidade, Diderot escreveu que, embora parecessem civilizadas, "continuavam sendo verdadeiras selvagens" e que elas eram propriedades do homem. Napoleão afirmava que "a mulher é nossa propriedade e nós não somos propriedades dela". Infelizmente, essas máximas vêm de vários filósofos, com uma interpretação absurda e de um extremo machismo. A mulher era serva de seu marido, desde o passado, período em que sempre teve um conceito de companheira do homem, principalmente no mundo ocidental.

Embora lentamente, essa visão machista vem mudando. No mundo ocidental, com o passar dos séculos, a mulher vem ganhando espaço, através de lutas, como passeatas, para se libertarem da submissão. Tiveram vários movimentos. No Brasil, a busca pela igualdade feminina se deu, principalmente após a conquista do direito ao voto, concedido pelo populista Getúlio Vargas, na década de 50. Essa realidade vem ganhando forças. A mulher vem provando o quão forte e inteligente é. Entretanto, as mulheres ainda sofrem preconceitos, principalmente no setor trabalhista, embora elas estejam mostrando, cada vez mais, que são tão capazes quanto os homens.

No mundo atual, as mulheres já respiram mais aliviadas com a conquista de vários direitos, como o direito ao voto e o avanço no mercado de trabalho, embora ainda estejam em posição inferior ao homem. Hoje, a mulher já ocupa posições que antes eram áreas exclusivas do homem. Apesar de suas conquistas, o pensamento machista de que a mulher serve para cozinhar e ficar em casa cuidando dos filhos, e de que foi feita para ficar sobre a retaguarda do homem, ainda existe para algumas pessoas. Mesmo enfrentando dificuldades, nos dias de hoje, é difícil ver uma mulher que não seja independente.

Por que continuar com esses pensamentos tão inferiores e machistas? O que seria do homem sem aquele apoio emocional que a mulher proporciona, aquela alma que o acalma em um só olhar? Elas lutaram por direitos trabalhistas igualitários. Hoje conseguem conciliar trabalho com família, adquiriram sua independência financeira, cuidam de seus lares, filhos e maridos, mas também “trazem o feijão pra dentro de casa”, e às vezes são até arrimo de família. A mulher além de tudo isso, tem um enorme privilégio, que é a permissão de dar a luz a um ser, todos nós saímos de dentro de uma mulher, de dentro de uma criatura linda, de uma grandeza magnífica! Posso lhes dizer que tenho orgulho de ser uma Mulher!


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