COLEÇÃO DE UNIFORMES


Apenas um dia para as mães
sexta-feira, 26 de abril de 2013

Editorial Nº. 2 Ano: 13

A data em comemoração ao dia das mães se aproxima e vale deixar registrado que mais do que qualquer bem de consumo que as lojas insistam em vender no mês de maio, o bom de se ver são as declarações e demais manifestações de amor que as mamães podem receber de seus filhos.
Desenhos, recadinhos carinhosos, olhares de admiração, beijos e abraços! Necessariamente isso não precisa acontecer em um dia específico e sim fazer parte do convívio diário entre mães e filhos, pois isso é de grande valor.
 Justificando minha opinião, de que devemos celebrar diariamente as mães, recomendo a leitura de uma crônica que encontrei na internet. É divertidíssima e não fique surpresa ao perceber que de repente, você se encontra inserida no universo dessa narrativa.
Parabéns, porque TODOS os seus dias merecem ser celebrados!
 
Um dia de mãe
Chegou exausta, cheia de sacolas, dor de cabeça, morta de calor, faminta, caótica, e com um firme propósito: tomar um banho e cair na cama. Encontrou uma acalorada discussão a respeito da impossibilidade de dividir um computador em três (sem despedaçá-lo) e as três crianças aos berros. Todas as luzes da casa estavam acesas. A pressão subiu um pouco.
– Vocês querem fazer o favor de apagar as luzes enquanto eu tomo o meu banho?
Inútil. Todos os membros da família foram acometidos da síndrome de pensar em outra coisa, mal muito comum entre maridos e filhos durante reclamações, queixas, opiniões etc.
Saiu pela casa desligando tudo que estava aceso para o nada: lâmpadas, som, TV, internet…
– Por isso que eu liguei pra cá e só deu ocupado o dia inteiro!
– O quê?
Nada. Já tinha desistido de competir com o walkman fazia muito tempo.
No quarto da filha mais velha, dezenove blusas, cinco saias e quatro vestidos estavam espalhados em cima da cama para a devida apreciação da mesma.
– Vai sair?
– Desisti. Não tenho roupa.
A pressão subiu vertiginosamente. Bobagem. Nada que um banho não resolvesse.
– Esse jantar não sai hoje, não?
Esquece o banho.
– Sopa de novo?
Calma.
– Ergh!
Respira.
– Por que eu não tenho copo?
Palpitação moderada. Coisa controlável. Foi buscar o copo.
– Aproveita que tá na cozinha e frita um ovo pra mim?
Claro. Fritar ovo inclusive é uma ótima terapia ocupacional pra quem já passou por dois engarrafamentos, banco, pediatra, ginástica, supermercado, uma papelaria entupida de mães comprando material escolar e cinco reuniões de trabalho. Normal.
– Você não sabe que eu só gosto de gema mole?
Teve uma leve síncope nervosa, mas conseguiu se controlar. Afinal, a culpa era dela. Como podia ter cometido um erro tão grave? É óbvio que a mais velha e a do meio gostavam de gema mole (muito sal para a primeira, pouco para a segunda), a menor preferia ovo mexido (sal no ponto), o marido não suportava gema… Ou não suportava clara? Quem gostava de omelete? Qual das crianças teve sarampo? Quem foi que quebrou a perna?
Bateram na porta. Era o porteiro, pra avisar que ia faltar água. Ameaça de infarto. Passou, graças a Deus. Voltou quando alguém espatifou a jarra de suco no chão. (Dessa vez foi de miocárdio.) A menorzinha disse que foi a mais velha. A mais velha disse que foi a do meio. A do meio disse: tudo eu! E se trancou no quarto, de onde só saía em último caso, um incêndio ou um telefonema, por exemplo. O telefone tocou.
– Alguém pode atender enquanto eu limpo o chão ou limpa o chão enquanto eu atendo?
Todos os membros da família foram acometidos de um acesso de paralisia generalizada (espécie de praga que costuma ser causada pela presença da mãe no recinto) acompanhado de mudez instantânea. Acontece. Ela atendeu ao telefone, era engano, limpou o chão, voltou para a mesa, a sopa tinha esfriado. Melhor. Comer engorda.
– O ar-condicionado do meu quarto quebrou.
– Você se lembrou de comprar o meu livro de inglês?
– Não tem geleia não, é?
– O cachorro fez xixi na minha colcha.
– Por que eu não tenho garfo?
O telefone tocou de novo. Nova palpitação seguida de falta de ar súbita. Era para a menor.
– A Júlia pode dormir aqui hoje?
Pode.
– A mamãe deixou. Desce daqui a dez minutos que a gente passa aí pra te pegar.
Ligeiro formigamento no braço esquerdo. Angina? Isquemia? Talvez. Saiu de casa com o firme propósito de pegar a Júlia, voltar correndo, ir direto tomar um banho e cair na cama.
– Aproveita que vai sair e passa na locadora pra devolver os filmes.
– Aproveita que vai passar na locadora e compra o meu remédio na farmácia.
Casa da Júlia. Locadora. Farmácia. Ia ter de deixar o infarto e o banho pra mais tarde
 

COMPARTILHE COM UM AMIGO
Se você gostou do conteúdo desta página e deseja compartilhá-la com outras pessoas,
preencha os campos abaixo.
Seu nome:
Seu e-mail:
Nome do amigo:
E-mail do amigo:
Mapa do site:
Institucional
Proposta pedagógica
Trabalhe conosco
Contato
Unidade Itapoã
Dentinho de Leite
CEICNEWS
Nossos Colunistas
Editorial
Galeria de Fotos
Nosso aluno, nosso orgulho
Prata da Casa
Ex-alunos
Cultural Tour
Unidade Itapoã
R. Jaime Duarte do Nascimento, 617, Itapoã - Vila Velha-ES, CEP: 29101-620
Telefone: (27) 3320-5900