COLEÇÃO DE UNIFORMES


2014: O Ano do Futebol e da Política
quarta-feira, 18 de junho de 2014

Editorial Nº. 2 Ano: 2014

A tão esperada Copa do Mundo de Futebol 2014 ou como descrita por nossa presidente Dilma Roussef “A Copa das Copas” começou causando grandes expectativas nos que vem de fora do país e principalmente em nós que somos brasileiros.

As vantagens são inúmeras. O país ganhou uma grande visibilidade devido ao número de turistas de todo o mundo que chegaram para prestigiar o evento e também, porque estão aqui as principais mídias do mundo inteiro: emissoras de TV e rádio, jornais e revistas. Com o país tão visível, empresários internacionais terão uma melhor visão do país, percebendo assim, as vantagens de investir em solo brasileiro, acelerando ainda mais a nossa economia.

Por outro lado, nem tudo é festa. Há também um grande numero de desvantagens. O prognóstico cauteloso se deve mais a fatores extracampo, que desta vez não poderemos nos dar ao luxo de relegar em segundo plano. A mídia internacional não poupa críticas. Jornais e revistas conceituados destacam os frequentes protestos no país e o despreparo da polícia em conter a violência.

Os visitantes chegam de todos os cantos, elogiam as belezas das cidades e o atendimento nos bares e restaurantes, mas reclamaram dos preços altos, dos problemas como trânsito caótico, do transporte público deficiente, da falta de infraestrutura nos aeroportos e de informações turísticas na língua dos viajantes. Mas contra tudo isso, existe a boa e velha receptividade de quem é brasileiro. Logo nos primeiros dias do Mundial, a hospitalidade do nosso povo foi o que os turistas mais elogiaram nas 12 cidades-sede.

Haja o que houver, seja quem for o campeão, existe desde já uma certeza: na Copa do Mundo do Brasil, o Brasil se encontrou com o Brasil — o país onde se joga o futebol mais vitorioso e festejado do mundo com o país que é pereba na infraestrutura, perna de pau na educação, consistente na desigualdade social e matador na corrupção. Nenhum dos dois é uma mentira, mas, naturalmente, estranham-se no espelho onde o reflexo fica cada dia mais nítido, às vésperas das eleições presidenciais.

Isso torna a Copa de 2014 única: aquela que, mesmo ganhando, corremos o risco de perder. Pela primeira vez, vencer nos gramados não será suficiente. Vantagem ou desvantagem, uma coisa é certa: os resultados disso veremos depois e aí sim poderemos concluir se todo esse esforço, investimento e expectativa trouxe algum tipo de vantagem ou desvantagem para o Brasil.

           Ainda que muitos acertem ao descrever o futebol como o ópio do povo, o fato é que o futebol dá mais alegrias que a política. Neste momento, o futebol está sendo mais importante que as eleições, embora se misturem os dois,  já que o governo federal induziu o país a ver a Copa como mais uma benesse oficial. Crente de que seria um sucesso absoluto e peso decisivo no resultado das eleições, o governo apostou na Copa. Pois bem. Gostando ou não de futebol, gostando ou não de política, os brasileiros viverão um ano pautado por dois grandes eventos nacionais e certamente não ficarão imunes a eles.
COMPARTILHE COM UM AMIGO
Se você gostou do conteúdo desta página e deseja compartilhá-la com outras pessoas,
preencha os campos abaixo.
Seu nome:
Seu e-mail:
Nome do amigo:
E-mail do amigo:
Mapa do site:
Institucional
Proposta pedagógica
Trabalhe conosco
Contato
Unidade Itapoã
Dentinho de Leite
CEICNEWS
Nossos Colunistas
Editorial
Galeria de Fotos
Nosso aluno, nosso orgulho
Prata da Casa
Ex-alunos
Cultural Tour
Unidade Itapoã
R. Jaime Duarte do Nascimento, 617, Itapoã - Vila Velha-ES, CEP: 29101-620
Telefone: (27) 3320-5900