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O mal do século XXI
quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Editorial Nº. 5 Ano: 2014

Ouvi uma piada uma vez: Um homem vai ao médico, diz que está deprimido. Diz que a vida parece dura e cruel. Conta que se sente só num mundo ameaçador.

O médico diz: "O tratamento é simples. O grande palhaço Pagliacci está na cidade, assista ao espetáculo. Isso deve animá-lo.”.

O homem se desfaz em lágrimas. E diz: "Mas, doutor... Eu sou o Palhaço."

(Trecho do filme Wathcman de Allan More feito em 2009 adaptado da ópera Pagliacci de Ruggero Leoncavallo de 1892)

Mesmo havendo uma piada no início do meu texto, gostaria de falar de algo extremamente sério, a depressão. Conhecida como o mal do século XXI, a depressão é responsável por atingir cerca de 20% da população mundial. Entretanto, mesmo sendo uma patologia, geralmente ela é tratada como algo simples, o que de fato, não é.

A questão é que depressão é confundida com tristeza, um simples mal estar ou até mesmo como advento de um mal espiritual, porém ela é uma doença, e como tal precisa ser tratada.

Além disso, não há idade, gênero, crença ou cor, a depressão atinge todos, até mesmo as pessoas envolvidas com o humor, como é retratado na ópera “Pagliacci” transformada posteriormente em piada. Recentemente dois casos me chamaram atenção. Dois humoristas teriam tirado a própria vida em datas aproximadas. O primeiro trata-se do ator mundialmente aclamado, Robin Williams, conhecido pelas atuações cômicas tanto em filmes quanto nos palcos onde começou sua carreira como ator de “Stand up Comedy”. O outro foi o humorista Fausto Fanti, do grupo Hermes e Renato, que com sua irreverência contraventora, alegrou a adolescência de muitos em suas sátiras dantescas no canal MTV.

Esse mal geralmente é atrelado a um grande acontecimento que traumatiza uma pessoa. Uma grande perda familiar, desemprego repentino, separações mal resolvidas, podem gerar essa patologia, que, diferente de uma tristeza, não vai embora repentinamente e nem há momentos de esquecer-se da dor e alegrar-se, nem que por um breve momento. Na pior das hipóteses, esse quadro pode gerar a “anomia social” que Émile Durkheim (1974) define,

Numa sociedade ou grupo social em anomia faltará uma regulamentação durante certo tempo. Não se sabe o que é possível e o que não é, o que é justo e o que é injusto, quais as reivindicações e esperanças legítimas, quais as que ultrapassam a medida".

Sendo assim, aquele que se perde em meio à sociedade, não sabendo qual seria o sentido da sua existência, poderia chegar a não sentir-se parte da sociedade, querendo da pior maneira desligar-se dela, como os casos citados dos humoristas.

A grande arma contra a depressão é a informação. Se conhecer alguém que esteja nessa situação, ajude-o, informe-se cada vez mais sobre essa doença e ajude-o no tratamento. Encaminhe a um especialista para que as medidas cabíveis sejam tomadas. Se você está nessa situação, tenha força, diga às pessoas que estão à sua volta sobre o seu problema e não tenha medo. Existe cura sim e existem pessoas que podem te ajudar. Em grandes centros existem sempre serviços de apoio à vida que sabem a melhor forma de lidar nas crises e no tratamento. E a última dica que deixo é para que todos possam assistir ao vídeo “Eu tinha um cachorro preto, seu nome era Depressão”, um filme criado e publicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para a reflexão sobre a doença.  

 

 

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