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O “jeitinho brasileiro” e a corrupção de cada dia
quarta-feira, 27 de maio de 2015

Editorial Nº. 0 Ano: 2015

 No Brasil, basta um escândalo de corrupção estampar as manchetes dos jornais para que nós gritemos palavras de ordem na internet em que exigem, até, a pena de morte para os corruptores. Mas nós mesmos aceitamos, pacificamente, os pequenos crimes praticados no dia a dia, sem nem mesmo percebermos que o famoso “jeitinho brasileiro” interfere em nosso cotidiano e é sim, uma forma de corrupção.

Nos noticiários de ontem (19/05), a população capixaba foi surpreendida com a notícia de que o líder do movimento “Vem Pra Rua”, Armando Fontoura, foi flagrado em um vídeo batendo ponto na Câmara de Vitória e, em seguida, deixando a sede do legislativo municipal. O caso ocorreu em 2013, quando Armando era funcionário do único representante do partido na Câmara, o vereador Luiz Emanuel. O jovem foi exonerado no mesmo ano, mas o fato chamou a atenção recentemente, devido ao envolvimento do ex-funcionário com movimentos de luta contra a corrupção.

Aproximando os exemplos para nossa comunidade, somos surpreendidos constantemente nas filas dos bancos e supermercados, nos ônibus, nos estacionamentos, no trânsito, na carteirinha do estudante falsificada; em todos os lugares os pequenos gestos praticados por nós, semeiam a corrupção em nossa sociedade. A corrupção é praticada sem nem mesmo sairmos de casa, “roubar” o sinal da TV a cabo do vizinho, sem que ele saiba para não termos que pagarmos mensalidade ou fazer aquele “gato” para diminuir o custo da energia que com a inflação está cada vez mais cara.

Mas a corrupção diária ou pequena corrupção pode ser ainda mais grave. Em programas como o bolsa família, é comum sabermos de algum conhecido que recebe o benefício sem realmente precisar e que por motivo de política da boa vizinhança, não denunciamos. A previdência social, uma das áreas mais afetadas pelo “jeitinho”, descobriu, apenas em 2014, 56 fraudes que causaram um prejuízo de 82 milhões de reais aos cofres públicos. Esse tipo de corrupção é muito mais difícil de ser combatida, porque é mais extensa e individual, está praticamente enraizada na cultura brasileira.

A corrupção praticada pelo próprio povo é uma forma de egocentrismo, normalmente vista como nada demais, o pensamento corrupto é apenas aquele em que envolve o roubo de milhões, denunciados nas CPI’s. Gostamos muito de apontar as falhas dos deputados, senadores, mas as pessoas que compraram a carteira de motorista, que praticam suborno, que sonegam impostos, são tão corruptas quanto. Para mudar o país temos que começar a corrigir nós mesmos.

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