COLEÇÃO DE UNIFORMES


Desvalorização da cultura ou falta de bons hábitos?
segunda-feira, 21 de março de 2011

Editorial Nº. 2 Ano: 2011


Como seres movidos pela transformação, vivemos em um constante desejo de decifrar, aprender a "compreender" tudo a nossa volta, e o sentido das coisas que nos cercam, para assim perceber o mundo sob diversas perspectivas. Embora nem sempre tenhamos consciência disso, em todos estes casos estamos de certa forma, lendo. Portanto, é considerado letrado todo e qualquer ser humano que consegue ler palavras e imagens, interpretar gestos e olhares, decodificar códigos, ter a capacidade de interpretar.
Mas, e a escrita, como fica? Falamos a todo o momento de prática de leitura para bem escrevermos. Segundo nosso diretor, José Romildo de Souza, “Quem não lê, mal vê, mal ouve, mal fala”, nada mais propício para o tema em questão.  Apesar de ouvirmos diariamente sobre o quanto é importante ler, não temos o hábito de leitura, infelizmente.
Existe uma relação única entre a leitura e a escrita. As bibliotecas sempre se fizeram presentes, com seus arquivos e livros, desde a Antiguidade. Isso me fez lembrar um filme ao qual assisti, chamado Alexandria, cuja personagem Hipátia, filósofa e astrônoma, quando percebe que toda a biblioteca da antiga Alexandria poderia ser extinta, arrisca a própria vida a fim de salvá-la. Nesse momento do filme, senti-me incapaz, diante da ignorância dos homens que, por brigas religiosas, desprezaram os arquivos oriundos de anos de estudos, apagando suas raízes.
Preservar a própria origem é só um dos incontáveis objetivos de praticarmos a leitura. Todo ser humano que lê, consegue, além de adquirir conhecimento, aprender a arte da escrita, entender os signos e seus significados, comunicar-se bem.
Muitos de nós não temos consciência de que a Língua Portuguesa, embora seja o idioma falado no Brasil, é extremamente complexa e, dessa forma encaram a disciplina, assim como a leitura, a interpretação e a escrita, como algo corriqueiro. Mas não é exatamente assim que funciona. Para surpresa de alguns e confirmação para outros, aquele que não domina a própria língua está fora do mercado de trabalho. Para os desinformados, redação é eliminatória em um vestibular, a comunicação é imprescindível em uma entrevista de trabalho. O ser humano se destaca conforme seu poder de argumentação e persuasão, e isso só se consegue através de leitura e escrita, estão aí os políticos que não nos deixam mentir.
Entendemos que esse processo deve ser iniciado em casa e potencializado pela escola. Entretanto, escola e família não conseguem agir sozinhas. É necessário ter vontade de aprender, ser curioso, saber interpretar, compreender, argumentar, levantar polêmica, discutir. Mostrar que somos seres pensantes, e que por meio da leitura e da escrita, temos acesso à cultura humana e podemos preservar nossa existência.

 
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