COLEÇÃO DE UNIFORMES


Trabalho voluntário: você pode, ele pode, nós podemos
quarta-feira, 20 de julho de 2011

Editorial Nº. 4 Ano: 2011

Assistindo a uma entrevista na televisão sobre o que pode haver de positivo no currículo de um trabalhador, ouvi algo que me chamou a atenção: o trabalho voluntário é um diferencial no currículo. Isso me fez pensar na forma como o voluntariado pode ser encarado.
 Para as empresas, pode ser prova de que o indivíduo sabe trabalhar em grupo, que tem facilidade de relacionamento e que demonstra responsabilidade social. Sem sombra de dúvidas, são pontos positivos, mas para mim, o voluntariado vai além disso. O voluntário é alguém que quer ajudar, que ama as pessoas, que quer exercitar a caridade. E o que é a caridade? É o amor em movimento. Então o voluntário ama, age, quer fazer o mundo de alguém melhor. Quando ele se disponibiliza, coloca seu tempo e seus sentimentos em prol de outro não é necessário anunciar, alardear aos quatro cantos. Não precisa esconder, mas também não precisa declarar no currículo. Pode até ganhar valor profissional, mas perde em valor moral. Se a informação vier à tona, que seja de forma natural.
Mas, como tudo na vida depende do ponto de vista, procurei analisar também o outro lado da questão.  Mesmo que uma pessoa inicie uma atividade deste tipo apenas para enriquecer seu currículo ou para agradar alguém, não deixa de ser um aprendizado. Hoje, faz por interesse ou por obrigação; amanhã, poderá ser por amor. Observando de perto situações nunca antes vivenciadas, sua consciência será sacudida, despertando sua responsabilidade em relação ao mundo e assim poderá mensurar o que é realmente importante para sua vida.
E neste mundo onde tanta coisa é cara, mas sem valor, vejo a dificuldade do desapego da maior parte das pessoas, de abdicarem de algumas horas de seu conforto, deixarem de lado televisão, computador, shopping, os pseudo-amigos da lanchonete ou barzinho, etc. para se doar a outrem. Na verdade, quem passa por essa experiência pode dizer, com certeza, que recebe mais do que doa.
Não existe idade, classe social, religião, nível de escolaridade, profissão, nada, absolutamente nada, que impeça alguém de ser um voluntário. Você pode, ele pode, nós podemos. Sair da inércia é o primeiro passo.
Difícil explicar para quem nunca o fez que visitar um doente em um hospital é melhor que assistir a um filme; que emprestar o ouvido para escutar relatos de um idoso no asilo é mais gostoso que se embriagar com bebidas alcoólicas; que contar histórias para uma criança no orfanato é mais prazeroso que bater perna no shopping; que auxiliar uma instituição de dependentes químicos é mais agradável do que ir a uma festa. Exemplos apenas porque, na verdade, o que não falta neste mundo é trabalho com e para o próximo, uma infinidade deles.
Mas tudo na vida funciona muito bem quando existe equilíbrio, portanto o voluntário não deve esquecer jamais de sua vida com a família e amigos, como também não pode excluir o lazer. Praia, festa, televisão computador, cinema, teatro... Tudo na medida certa faz muito bem e com o trabalho voluntário, não é diferente. Também não se pode exagerar. Tem que ter sabedoria.
O trabalhador voluntário precisa encontrar uma atividade com a qual tenha afinidade e que seja um prazer fazê-la. Não há necessidade de doar muitas horas de sua semana. O importante é assumir, de verdade, sua escolha, ter responsabilidade e comprometimento. Outro fator essencial é zelar pelo seu equilíbrio psicológico e espiritual. Deve saber ajudar sem se prejudicar.
Se me pedissem para definir o trabalho voluntário em apenas uma palavra, eu diria: AMOR.

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