COLEÇÃO DE UNIFORMES


Família ontem e hoje: o que mudou?
segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Editorial Nº. 6 Ano: 2011

As grandes transformações ocorridas no mundo globalizado alcançaram a mais antiga das instituições sociais: a família. Hoje, ao lado de temas como diversidade de gênero, há que se pensar em como conviver da melhor forma possível com as novas configurações familiares. E mais do que isso: em que medida esses novos arranjos alteram a verdadeira importância da família.
O modelo de família tradicionalmente aceito - e mais comum até pouco tempo - em culturas como a brasileira é o patriarcal, uma herança conservadora do período colonial, no nosso caso. Nessa concepção, a figura paterna é o centro da família, atuando como provedor do lar ao lado da esposa servil e dos filhos oriundos dessa união congênita. Contudo, a nossa realidade hoje é outra.
Atualmente, após o desenvolvimento e o crescimento da globalização, a estrutura familiar também mudou e, agora, é mais abrangente. Além da configuração tradicional, existem outras diversas possibilidades, como famílias chefiadas apenas por mulheres, famílias reconstituídas após o divórcio ou viuvez, casais homossexuais com filhos, famílias em que o pai possui a guarda dos filhos, casais sem filhos, famílias com filhos adotivos, famílias de mães solteiras com filhos oriundos de inseminação artificial, entre outros. São tantas as possibilidades que chegamos a nos questionar sobre o próprio conceito de família.
Entre as diferentes acepções possíveis, a definição de família como um “grupo de pessoas unidas por convicções ou interesses”, encontrada no Dicionário Houaiss, nos faz pensar que a instituição familiar se estende aos demais segmentos da sociedade. Destarte, podemos falar na família da escola, na família da igreja, na família do trabalho e assim por diante. O critério, então, para se considerar um grupo de pessoas uma família, seria a união voluntária entre os membros, o que pressupõe a colaboração e o respeito mútuo.
Sob essa ótica, já não cabem mais antigos preconceitos. Se determinados arranjos familiares são novos, exigem um novo olhar. Não importa, por exemplo, se os pais são apenas a mãe ou o pai, ou se são dois pais ou duas mães, um tio, uma tia, um avô, uma avô, enfim, o que realmente conta é se existe o amor e o cuidado mútuo para a formação de cidadãos conscientes, socialmente engajados.
Ter uma família, antes de qualquer outra coisa, significa sentir-se amado, seguro em meio a tantas atrocidades do mundo moderno. É ter a satisfação de saber que, após um dia difícil, haverá um local aonde ir, pois mesmo que esse local não seja o mais tranquilo e confortável, é sempre o melhor lugar do mundo.
Nesse sentido, não parece mais pertinente falar da importância da nova família brasileira, porque independente do tipo de configuração familiar, sua importância continua a mesma: ajudar no crescimento e na construção de um mudo sem preconceitos e desigualdades sociais. Por outras palavras, significa desenvolver e praticar o amor e o respeito mutuamente, seja em casa, na escola ou no trabalho.

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